São a nossa fonte de energia. Desde o nascimento que entendemos a função da nossa cavidade oral e o prazer que esta nos poderá dar.

Freud explicou isso muito bem, na minha opinião, cinco fases do desenvolvimento psicossexual.

Embora, de modo inconsciente, assim que nascemos a cavidade oral desempenha um papel muito importante na nossa vida e esta está explicada por Freud como fase oral. Segundo Freud, é a fonte primária de interação entre a mãe e o bebé. É consideradoo importante ou mesmo vital para o bebé consumir alimentos e iniciar várias atividades que promovem o prazer, como o degustar e o chupar. Freud descreveu o impacto que tal momento, no caso de ser traumático, pode gerar num adulto, fixando-o a esta fase. O desmame da mama, do biberão, o tirar a chucha são situações que nesta idade podem causar traumas, gerando dependências no adulto, (bebida, comida, fumo tabaco/outro, roer as unhas, masctigar pastilhas[1]) e todas as demais atividades relacionadas com a boca e preocupante serão aquelas ações que lhes possa trazer de alguma forma danos irreversíveis na sua saúde.

Na realidade, se eu tivesse uma forma de recuar com os meus pacientes até essa idade perceberia, talvez, que Freud tem razão, pois o prazer oral é o único prazer que depende apenas de nós, a partir de certa idade, e todos os outros dependem de terceiros. É sempre preciso um segundo ou terceiro elemento para que eu me sinta realizada,  bem e feliz no que consta a todos os outros prazeres da vida. Ora, se não me sinto realizada fico deprimida e procuro a compensação no prazer primário[]  que só depende de mim. O que coloco dentro da minha boca só a mim diz respeito e isso justifica tantas ações que temos diariamente. Quantas pessoas não procuram o chocolate, ou outro prazer alimentar, ao final da noite para compensarem o dia que tiveram? Porque correu mal, porque estão cansadas, porque estão desanimadas, … só porque não estão felizes.

Além de Freud ter explicado isso, em minha opinião, com muita lógica) temos a questão cultural. Aprendemos desde que nascemos que, se nos portarmos bem, recebemos um chocolate/doce. Celebramos a vida, uma conquista, época festiva ou uma tarefa concluída com uma refeição.

É por essa mesma situação que devemos ter cada vez mais consciência do que somos, do que é favorável ao nosso desenvolvimento e estado de saúde.

A maioria das pessoas ndiz que o livre arbítrio é um direito., Nno entanto, se avaliarmos bem, esse direito é formatado e direcionado para determinados comportamentos e decisões que nos tornam escravos do sistema que alguém ou algum interesse nos impôs.

Fonte: “O que faz bem e o que faz mal” de Magda Roma


[1] SCHULTZ, Duane P; SCHULTZ, Sidney Ellen. Teorias da personalidade. 4ª Edição. São Paulo: Cengage Learning, 2002.




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