Em 2020 cerca de 15 milhões de novos cancros serão diagnosticados dos quais 12 milhões poderão originar em morte segundo F. Brayand and B. Moller na sua pesquisa em “Predicting the future burden of cancer”.

Hoje sabemos que o cancro é multifatorial onde se inclui o ambiente e fatores externos ao organismo bem como fatores internos, tais como a genética, hormonas e condições do sistema imunitário. Quanto aos fatores externos ao organismo, temos a dieta, o tabagismo, exposição à radiação, sedentarismo, toxinas e microrganismos.

Enquanto algumas causas do cancro não possam ser modificadas diretamente, o estilo de vida, a alimentação, o consumo de álcool, tabagismo pode ser alterado e pode ser preventivo do desenvolvimento de um cancro. Numerosos estudos demonstraram que a alimentação, obesidade síndrome metabólico está altamente associado a vários cancros e contam com cerca de 30 a 35% das mortes por cancro.

 “Comer corretamente pode prevenir o desenvolvimento de um cancro. Antes ou depois da quimioterapia, a melhor nutrição irá proporcionar ao corpo tempo para se recompor, curar e gerir os efeitos secundários”, de acordo com a professora e presidente da associação dos nutricionistas e dietistas das Filipinas, Zenaida Velasco.

Num estudo conduzido pela sociedade americana do cancro, a obesidade está associada ao aumento da mortalidade dos seguintes tipos de cancro: colon, mama posmenopausa, endométrio, rim, esófago, cardia, pâncreas, próstata, suprarrenal e fígado. A ligação da obesidade ao cancro pode ser modificada pelo estilo de vida, afirmam os especialistas e logicamente eu própria.

 “Um terço das mortes por cancro podem ser prevenidas com o estilo de vida, alimentação e peso associado ao exercício físico”, segundo a Professora Velasco.

Vários estudos demonstraram que os fitoquímicos derivados das frutas e vegetais têm um efeito quimiopreventivo e estes fitoquímicos são seguros. Alguns dos compostos quimiopreventivos provenientes da fruta e vegetais são os carotenóides, vitaminas, resveratrol, quercitina, silimarina, sulforafano e 3-indol-carbinol.

Se os frutos e vegetais podem ser preventivos do cancro, alguns alimentos podem aumentar o risco. “Limitar o consumo da carne vermelha e processada e do álcool. Diminuir o consumo de açúcar e produtos açucarados, comida com gordura trans como fritos e margarinas que tenham sido usados óleos hidrogenados”, adverte a Professora Velasco.

Segundo a Agência Internacional de Pesquisa no Cancro (IARC), carne vermelha e carne processada é a provável causa de cancro. O risco do cancro aumenta em 17% pelo consumo de 100g de carne vermelha por dia e aumenta, em 18%, o risco de desenvolvimento do cancro por consumo de 50g de carne processada por dia, como é o caso do fiambre, salsicha e outros produtos de charcutaria. 

Em Portugal tenho vindo a divulgar através do meu site, das minhas publicações em livros, palestras e todos os demais meios que me seja permitido divulgar, estas conclusões que entidades internacionais têm vindo a alertar a comunidade, mas nem sempre a informação chega a quem mais precisa, como você. O risco de se ter um cancro em Portugal aumenta como em qualquer país desenvolvido onde se pratica um estilo de vida “tóxico” que inclui comportamentos de vida cada vez são mais sedentários associados a uma alimentação cada vez mais rápida, plástica e processada. 

Cabe a cada um de nós “despertar” e entender que está na altura de tomar as rédeas da sua vida.

Deixo-lhe 6 atitudes que pode desde já a mudar para prevenir o cancro:

  • Aumentar o consumo de alimentos de base vegetal: vegetais, legumes e fruta
  • Diminuir o consumo de alimentos de origem animal
  • Restringir o consumo de carne vermelha e processada
  • Diminuir e/ou eliminar açucares e alimentos adocicados
  • Ser fisicamente ativo
  • Parar de fumar

 

Tome a sua decisão agora antes de ser tarde demais.

 Baseado neste artigo.

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