Tantos são que por vezes confundimo-nos. A alimentação tem que ser variada e equilibrada para ser possível adquirir todos os nutrientes e com eles os benefícios da boa alimentação.

Põe hidratos de carbono, tira hidratos de carbono. Põe proteínas tira proteínas… andamos nesta roda viva quando devemos refletir no que a alimentação nos pode beneficiar.

Os hidratos de carbono são a principal fonte de energia e, como em tudo, quando em excesso, essa fonte acumula-se no nosso organismo gerando gordura.

A proteína é considerada um nutriente plástico, indicado para a produção de diversos compostos orgânicos, como tecidos, por exemplo muscular, reparação de ADN, hormonas e muito mais, no entanto, no excesso pode gerar sobrecarga renal podendo levar, por exemplo a insuficiências renais.

A gordura, quando pensamos nela automaticamente focamo-nos não nas quilocalorias que a mesma tem, 9kcal/grama, mas nas gorduras boas, os chamados ómegas. Ora estes são bons, mas a carga calórica é a mesma, logo cuidado quando articulamos desculpas para as consumirmos em quantidades superiores.

Depois entramos nos micronutrientes, vitaminas e minerais. Reguladores e imprescindíveis quando pensamos em algumas proteínas completas as quais dependem de minerais como por exemplo o selénio. A vitamina C é estimuladora do sistema imunitário, as vitaminas do complexo B, essenciais para o bom funcionamento do organismo, a vitamina D, recebemo-la do sol em contacto com a nossa pele e fundamental para o bom funcionamento do organismo por um todo incluindo na absorção do cálcio para o osso. O ferro, tão associado a anemias mas tão essencial para tantos outros funcionamentos.

Como vê, o equilíbrio está na variedade e, cada pessoa é s e de nada vale consumir elevadas doses de proteínas se não necessita, da mesma forma, se passa o dia sentado numa cadeira sem fazer exercício físico, a ingestão dos hidratos de carbono terá que ser controlada senão os seus níveis de armazenamento de gordura irão aumentar.

Se quer uma alimentação equilibrada e saudável e não tenha uma orientação vegetariana então opte pela dieta mediterrânica. A dieta mediterrânica ajuda na redução de vários tipos de cancros, como, por exemplo, o cancro da próstata, colon retal, mama, estômago e pâncreas. Este benefício parece estar relacionado com a quantidade equilibrada de ácidos gordos ómega 3 e 6, bem como a elevada quantidade de fibras, antioxidantes e polifenóis que estão presentes nas frutas e legumes, azeite e vinho. A presença de polifenóis e seus derivados exercem um efeito anti-inflamatório e antioxidante que está envolvido na redução de DCV, neoplasias, doenças metabólicas e neurodegenerativas[1]

No que diz respeito às doenças neurodegenerativas, a dieta mediterrânica parece ajudar ou retardar o aparecimento de Alzheimer e demência. Isto acontece porque os componentes característicos da dieta mediterrânica (nomeadamente as frutas, legumes, vinho e azeite virgem) são ricos em antioxidantes como a vitamina C e E, carotenoides e flavonoides. A diminuição do stresse oxidativo poderia parcialmente explicar o menor risco de demência[2].

Uma dieta adequada pode ajudar a manter uma boa saúde cardiovascular e a prevenir o cancro, fazendo assim com que se tenha uma maior longevidade[3].


[1] (Georgoulis M. K., 2014). (Schwingshackl & Hoffmann, Adherence to Mediterranean diet and risk of cancer: an updated systematic review and meta- analysis of observational studies , 2015) (Giacosaa, et al., 2013) (Kwan, et al., 2015)

[2] (Lourida, et al., 2013)

[3] (Trichopoulou & Critselis, 2004)

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